Com final feliz!
Esperança em meio à pandemia
A jovem Helena Damasceno dá à luz um menino de 3,850 quilos e 48 centímetros, supera 22 dias de intubação e agora deixa a UTI do HE-UFPel
Divulgação -
Não faltam motivos para celebrar. Iluminar o rosto com um sorriso. Ter alta da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) depois de permanecer 22 dias intubada é razão de sobra para agradecer. A história de Helena Damasceno, de 25 anos, não se transforma apenas em exemplo de superação. Vai além. As palavras são vida - vida nova - e esperança. Quando puder retornar para casa, no bairro Fragata, a jovem receberá um presente: ganhará o filho nos braços, pela primeira vez.
João Pedro nasceu em 4 de março, um dia antes de o quadro de Covid-19 da mãe se agravar. Na sexta-feira, dia 5, Helena precisou ser transferida para a UTI do Hospital-Escola da Universidade Federal de Pelotas (HE-UFPel). E foi lá, após cada boletim médico, que ela, familiares e amigos dividiram-se entre medo e correntes de oração. Foram 22 dias de intubação. Na terça-feira, 30 de março, quando finalmente pôde ser extubada, a paciente ainda precisaria enfrentar cirurgia para retirada da vesícula. Mais um procedimento. Mais uma vitória.
"Estamos que é só alegria. Ela tá se recuperando muito bem. Ir caminhando até o banheiro já é uma vitória", resume a irmã Alessandra. Nesta terça-feira, ainda antes de ser liberada para a enfermaria, Helena fez nova videochamada para acarinhar o primogênito: acompanhou o gurizão no banho e tomando mamadeira. "Ela é uma lutadora", reforça Alessandra, ao conversar com o Diário Popular na manhã de ontem.
"São anjos de branco no nosso caminho"
Este 6 de abril não foi de felicidade apenas para os Damasceno. A cada novo paciente que deixa a UTI, com a chance de alimentar seus sonhos, a satisfação toma conta da equipe. Sorrisos. Palmas. Cartaz. Emoção. Lágrimas represadas, também de alegria. Foi assim que Helena recebeu alta da UTI Geral. Em função do tempo de internação e de já ter negativado para o coronavírus, a jovem não estava mais na ala Covid.
"Todos eles se empenharam demais. São equipes nota mil", destaca Alessandra. "São anjos de branco". É um esforço coletivo. Sessões de fisioterapia e de fonoaudiologia. Orientações para que aos poucos possa retomar - de vez - a alimentação e abandonar a sonda. "Ela tá muito ansiosa", descontrai a irmã. Em alguns momentos, faz questão de cobrir a traqueostomia para poder falar. Há muito para ser dito. Há muito para agradecer. Uma vontade imensurável de chegar em casa.
Filho aconchegado ao peito. Respiração aliviada. E uma lista de familiares a amigos, igualmente ansiosos, por um abraço apertado; mesmo que virtual. Os pais Sônia e Orlando. As irmãs Alessandra, Graciela e Marília. Os avós paternos de João Pedro, Mara e Leonel, que têm ficado com o pequeno enquanto o papai Patrick trabalha.
São relatos de amor e de esperança. Histórias que colorem os dias cinzentos de uma pandemia sem perspectiva de fim.
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